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Grupo de Trabalho 1 - O Fortalecimento da Democracia

A BOA GOVERNANÇA E A CORRUPÇÃO

As duas sessões do Grupo de Trabalho foram levadas a cabo em uma atmosfera de cordialidade e entusiasmo, com larga participação dos trinta parlamentares presentes. Na primeira sessão, houve consenso de que a corrupção é um problema sistêmico sério que solapa a operação e a legitimidade das instituições em todos os países. Os participantes também referiram suas experiências na luta contra a corrupção, com ênfase na legislação adotada em seus países e em outros esforços legislativos contra este fenômeno. O Grupo de Trabalho chegou às seguintes conclusões sobre o tema de governança e corrupção:

As instituições políticas precisam ser fortalecidas e tornadas mais transparentes e independentes. Existe a necessidade de reduzir os monopólios, as concentrações de poderes e o grau de discrição dos funcionários públicos, assim como a necessidade de aumentar a independência e a capacidade dos órgãos supervisores, especialmente os do poder judiciário.

A função supervisora do Parlamento precisa ser fortalecida, por exemplo, no monitoramento da implementação orçamentária. Também é importante exercer o controle interno do Parlamentos e dos órgãos do governo, inclusive dos organismos que controlam recursos significativos, como as administrações alfandegárias e os serviços de arrecadação de contribuições e impostos.

As organizações da mídia e da sociedade civil têm um papel fulcral a desempenhar no combate à corrupção, especialmente como instituições de controle das ações do governo, contanto que atuem de maneira responsável e objetiva.

Os sistemas de ensino têm um papel importante a desempenhar na promoção da ética e dos valores e práticas democráticos, como medida preventiva contra a corrupção.

Dada a crescente transnacionalidade deste fenômeno, é importante alcançar a cooperação interparlamentar no que respeita a harmonização das leis contra a corrupção, tais como a Convenção Interamericana contra a Corrupção, e também o financiamento das campanhas eleitorais e dos partidos políticos.

RECOMENDAÇÕES:

Com base nos diversos pontos debatidos pelos participantes do Grupo, foram propostas as seguintes recomendações:

DROGAS E CRIME:

O Grupo de Trabalho, depois de um cordial e erudito debate sobre narcotráfico e crime, reconheceu a natureza transnacional do problema da droga e confirmou que se trata de um problema comum com uma responsabilidade compartilhada pelos países do Hemisfério. Os participantes relataram suas experiências na luta contra o narcotráfico e o crime, tendo enfatizado os elevados custos sociais que os mesmos acarretam para seus países. O Grupo de Trabalho chegou às seguintes conclusões sobre o tema do narcotráfico e do crime:

O narcotráfico não pode ser resolvido exclusivamente num pé nacional, sendo absolutamente essencial a cooperação internacional para combater o problema.

Neste sentido, é necessária maior cooperação entre os países consumidores e abastecedores, e com os países que se encontram situados entre o país abastecedor e o país consumidor.

Os mecanismos de avaliação multilaterais, em vez de apenas unilaterais, são a maneira mais eficaz de identificar e enfrentar os problemas existentes e de lhes dar solução.

As medidas de combate ao problema da droga deverão comportar, igualmente, iniciativas destinadas a fazer face aos custos de ordem societal.

Os programas de desenvolvimento alternativo são essenciais para a solução do problema da droga, embora haja também a necessidade de se examinar o seu impacto societal.

Os efeitos indiretos que possam afetar um país, em resultado da adoção por um país vizinho de políticas legítimas relativas às drogas, são reconhecidos e devem ser atendidos à escala internacional.

RECOMENDAÇÕES:

Com base nos diversos pontos debatidos pelos participantes do Grupo, foram propostas as seguintes recomendações