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Original: português
"DIÁLOGO PELO LIVRE COMÉRCIO
DAS AMÉRICAS"
A recente decisão do governo dos Estados Unidos
da América em impor restrições ao comércio
do aço, afetando principalmente o Brasil, demonstra a necessidade
de estabelecermos parâmetros claros para nossas relações
políticas, comerciais, sociais e culturais.
Somos entusiastas da integração dos
povos americanos, mas não podemos esquecer que o primeiro
passo deve ser dado por aqueles que pedem a nossa participação
na elaboração de uma ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO
DAS AMÉRICAS, mas não a tornam efetiva ou tomam iniciativas
modernizadoras em nossas relações comerciais.
A retórica do protecionismo é franca
e aberta. É traduzida por atos, tratados e legislação
complementar que determina a proteção do mercado interno,
sobrepujando a teoria do livre comércio.
De outro lado, estamos ficando acostumados a perceber
duas posturas diferentes, mesmo quando nossos povos clamam pela
sua participação como parceiros econômicos,
aliados incondicionais no combate à miséria e aos
índices de desigualdade social.
Como artífices do futuro PARLAMENTO DAS AMÉRICAS,
não podemos deixar de manifestar nossa inquietude pelas posições
dúbias dos Estados Unidos da América, que pretendem,
de um lado, fomentar a ALCA, e de outro, seguir com suas regras
protecionistas, mas sempre a exigir o libelo dos países para
acompanhar um receituário que ele mesmo não segue
ou implementa.
Caso não haja uma efetiva mudança nas
posições adotadas pelos Estados Unidos da América
nas suas relações comerciais com os demais países
do continente, dando novas e favoráveis soluções
às controvérsias apontadas, o Brasil vê poucas
chances de concretizar uma ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO
DAS AMÉRICAS. Portanto, neste Foro, vota contrariamente a
qualquer decisão que implique apoio à continuidade
de ações que implementem a ALCA.
DELEGAÇÃO BRASILEIRA JUNTO AO FORO INTERPARLAMENTAR
DAS AMÉRICAS (FIPA)
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